domingo, 5 de dezembro de 2010

"A Carne" ganha prêmios

“A Carne” vence em três categorias do Corvo de Gesso


Sex, 03 de Dezembro de 2010 15:35

Hollywood não errou por completo, já que o Corvo de Gesso é uma “espécie” de Oscar, inspirado na mais cobiçada estatueta do mundo cinematográfico, e entregue, anualmente, pela pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nos Estados Unidos.



O casal Paulo Carneiro e Neusa Zettles, de Igaratá, veio a Jacareí para assistir à entrega do prêmio e se divertiu, inclusive posando para fotos. “Pena que a gente não pode vir em todas as sessões (Projeto Cinema de 5ª). Mas acho muito bacana essa iniciativa de Jacareí estimular as produções independentes. Não faço curtas, mas adoro dar uns pitacos”, comentou Neusa.



Como participar - Para quem não conhece ainda o projeto Cinema de 5ª, mas tem curiosidade de saber como funciona, as sessões são realizadas todas as quintas-feiras, às 19h, na Sala Mario Lago (Pátio dos Trilhos), com entrada gratuita. Além de assistir às produções independentes, o espectador também pode se associar ao Cineclube de Jacareí (www.cineclubejac.blogspot.com).







Vencedores do Prêmio Corvo de Gesso de 2010:



Categoria Documentário: Microbiografia: Nina Ramos (Jacareí)



Categoria Curta de Celular: O Maníaco do Machado de Solda – Misake Kugi (Jacareí)



Categoria Minuto: A Realidade é Subjetiva – Clayton Galego (Jacareí)



Categoria Estudantil: A Moça do Cemitério – Projeto Estudantil Amância Dias (Jacareí)



Categoria Defeitos Especiais: Dom Fellini - Série: Projeto Anti-Cachecol Episódio 05 (Jacareí)



Categoria Fotografia: O Livro de Jó – Renato Rodrigues (Jacareí)



Categoria Edição: O Livro de Jó - Renato Rodrigues (Jacareí)



Categoria Roteiro: A Carne - Dimitri Kozma e Geisla Fernandes (SP)



Categoria Direção: A Carne - Dimitri Kozma e Geisla Fernandes (SP)



Categoria Ficção: A Carne – Dimitri Kozma e Geisla Fernandes (SP)



Categoria Musical: Videoclipe Manguetown – Wagner Rodrigo



Categoria Genericão: Bob, O Motivador – Los Mangues (Botucatu)



Categoria No Ar: Brincando Com Fogo – Sérgio Nogueira (Jacareí)



Categoria Animação: Faroeste Caboclo – Leonardo Amaral (Jacareí)


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A Carne (The Meat), 20 min


Drama / Suspense / Horror



A carne é nosso filho primogênito, gerado por nove meses e concebido em vinte e quatro horas ininterruptas, com todas as dores de um parto. Naturalmente, um filho segue seu caminho e desprendidamente oferecemos um pedaço de nós a vocês. A nossa carne.



Giorgio e Karina são recém-casados que optaram por tentar uma vida mais calma e com o ar fresco que só uma fazenda no interior pode proporcionar. Ele, um renomado chef de cozinha, especializado na criação e preparação de receitas à base de carne. Ela, esposa dedicada e amorosa, que tenta aceitar o trabalho do marido, mesmo sendo vegetariana. Na convivência com um antigo empregado da fazendo, o caseiro Antônio, eles aguardam a chegada de um bebê, para completar o sentido de suas vidas. A tranquilidade é interrompida para dar lugar a um jogo de mistério que expõe as diferenças dos parâmetros de discernimento da realidade, levando a resultados extremos.



Direção e Roteiro: Dimitri Kozma e Geisla Fernandes

Assistente de Direção: Rubens Mello



Com: Elaine Thrash, Dimitri Kozma, Rubens Mello, Fernando Domenico, Tatiane Leão, Geisla Fernandes, Fabiana Ferlin, Luiz Amorim

Argumento Original: Raphael Borghi

Locução: Rubens Mello

Produção Executiva: Geisla Fernandes, Raphael Borghi, Dimitri Kozma, Fernando Domenico

Assistente de Produção: Luiz Amorim, Tatiane Leão, Fabiana Ferlin

Fotografia: Yuri Seid e Raphael Borghi

Cinegrafista: Yuri Seid

Iluminação: Raphael Borghi

Maquiagem de Efeitos: Rubens Mello e Raphael Borghi

Edição: Dimitri Kozma

Trilha Sonora: Leonardo Ciotti de Oliveira

Design de capa: Luiz Amorim


 
http://www.youtube.com/watch?v=jmzxka-t728
 
http://www.youtube.com/watch?v=75QnkovOJxI&feature=related

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vencedores do 5º CineFantasy

Por Marcelo Milici– 21/09/2010
http://bocadoinferno.com/destaques/os-vencedores-5%c2%b0-cinefantasy/



Após duas semanas de entretenimento, horror e fantasia, o CineFantasy 2010 chegou ao fim! Foram mais de 150 produções, atividades paralelas, debates sobre o gênero fantástico e encontro entre fãs em três espaços diferentes, proporcionando diversão e muita cultura. Para o público, o festival foi uma ótima oportunidade de envolvimento com o cinema fantástico entre curtas e longas, que marcaram presença em eventos pelo mundo.



Foi difícil selecionar as melhores produções, mas os jurados se reuniram no último dia da programação e apresentaram seus argumentos que justificaram suas escolhas. Na competitivas de longas, André Kapel, Marcelo Carrard e Raphael Draccon destacaram na categoria Horror o filme “Christopher Roth“, de Max Sender, estrelado por Joaquim de Almeida. Quanto à competitiva de curtas, o júri, composto por Marcelo Milici, Clemente Tadeu e Liz Marins, teve a missão de selecionar entre 83 produções as melhores em 16 categorias. Assim, depois de muita discussão, apontaram como melhor curta o vampírico “Quiropterofobia“, de Fernando Mantelli, a respeito de um sequestro e um assassino que se alimenta de sangue, mas morre de medo de morcegos.



A escolha foi perfeita mas como não destacar outros filmes como o magnífico “Deus Irae“, produção argentina, que traz uma possessão demoníaca violenta, extremamente criativa e repleta de gore; a fábula de horror “Shrove Tuesday“, com uma criatura sobrenatural e uma fotografia belíssima; o claustrofóbico “Um Animal Menor“, em que um garoto cuida de seu bichinho de estimação, ou melhor, uma garota descuidada em um poço sem saída; o delirante “A História de Lia“, em sequências de horror extremo numa excelente condução de Rubens Mello.




Graças aos esforços de Eduardo Santana e Vivi Amaral, o 5° Cinefantasy foi um grande sucesso e já está deixando saudades! Quais outras produções teremos a oportunidade de conhecer no próximo ano? Faça seu curta, quem sabe ele não aparece entre os vencedores do próximo festival?



Vencedores do 5° Cinefantasy



COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS



Melhor longa de Horror

Christopher Roth de Max Sender



Melhor longa de Ficção-científica

1 de Pater Sparrow



Melhor longa de Fantasia

Strigoi de Faye Jackson



Melhor longa pelo Júri Popular

1° Strigoi de Faye Jackson

2° Dead Hooker in a Trunk de Jen and Sylvia Soska

3° Deathwaltz de Krisztián Károly Köves



Melhor Direção

Dark Souls – César Ducasse e Mathieu Peteul



Melhor Roteiro

Recortadas – Sebastián Rotztein e Sebastián De Caro



Melhor Criatura

Evil Angel



Melhor Vítima

Popatopolis – Julie K. Smith



Melhor Vilão

Christopher Roth



Melhor Maquiagem

Christopher Roth – Giannetto De Rossi



Melhor Efeito

Christopher Roth – Giovanni Corridori e Stefano Corridori



Melhor Trilha Sonora

Christopher Roth – Claude Samard Polikar



COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS



Melhor curta de Horror

Quiropterofobia de Fernando Mantelli



Melhor curta de Ficção-científica

La Revelacion de Vincent Diderot



Melhor curta de Fantasia

Coda de Marcos Camargo



Melhor curta de Animação

Os Anjos do Meio da Praça de Alê Camargo & Camila Carrossine



Melhor curta pelo Júri Popular

1° Deus Irae de Pedro Cristiani

2° Deriva de Ángel Tirado

3° Quiropterofobia de Fernando Mantelli



Prêmio Estímulo Amador

Sorria de Marcos Gonzalez



Prêmio Estímulo Estudante

Aqueles Olhos de Fabiana Sevilha



Melhor Criatura

Deus Irae



Melhor Vítima

Um Animal Menor



Melhor Vilão

Shrove Tuesday



Melhor Maquiagem

Deus Irae



Melhor Efeito

Shrove Tuesday



Melhor Roteiro

A Língua das Coisas – Alan Minas



Melhor Direção

A História de Lia – Rubens Mello



Melhor Fotografia

Ingrávidos



Melhor Trilha Sonora

Tudo Por Um Fio – Ricardo Gilly



Melhor Susto de Velhinha Fantasma

Extrema Unção

Os Vencedores do 5° Cinefantasy

Os Vencedores do 5° Cinefantasy

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Temos Medo do Terror?

Temos Medo do Terror?
Por Paulo Terron



                                                                Mangue Negro
Enquanto o mercado de filmes de horror só se desenvolve no exterior, o Brasil sofre para tentar evoluir no gênero


As redondezas do griffith park, nas colinas de Los Angeles, estavam tomadas por centenas de zumbis, vampiros e outros monstros. Reunidos em pequenos grupos, eles vagavam pelas calçadas e se esgueiravam por entre os carros diante do imponente auditório conhecido como Greek Theatre. Poderia ser uma cena de um filme de horror dirigido por George A. Romero, mas eram apenas os convidados se encaminhando para a cerimônia de premiação da quarta edição do Scream Awards, dedicada ao universo do terror (exibida por aqui pelo canal pago TNT).


                                                                        Crepúsculo


Um evento desse porte serve como uma metáfora para o potencial da indústria dos filmes de terror nos Estados Unidos. É claro, o Scream Awards também aborda outros gêneros, como a ficção científica e a fantasia ("Se alguém te atacar com uma faca, então é terror", explicou o ator Elijah Wood, um dos convidados da noite). Mas mesmo assim é o sangue que realmente brilha na cerimônia - em especial com o momento agitado do mercado local: são remakes de sucesso (O Massacre da Serra Elétrica, Halloween e Sexta-Feira 13 puxaram o carro, com o novo A Hora do Pesadelo e dezenas - sem exagero, dezenas - de outras versões chegando às telas em 2010), o fenômeno adolescente Crepúsculo arrancando suspiros e uma renovação do estilo na TV, com a série True Blood. É até difícil estimar quanto esse mercado movimenta em solo norte-americano, mas o sucesso do longa-metragem independente Atividade Paranormal - produzido por pouco mais de US$ 15 mil e que rendeu mais de US$ 104 milhões só em bilheteria - serve como um termômetro interessante.


                                                           Encarnação do Demônio
A terra de Obama não é a única com esse tipo de produção em nível industrial. A França também vive uma explosão atual de filmes ultraviolentos, como À l'intérieur (2007), Martyrs (2008) e A Fronteira (2007). Na América Latina, Argentina e Chile já conseguem manter uma produção razoavelmente estável. Japão, Hong Kong e Tailândia despontaram, nos últimos dez anos, como exportadores de longas de terror (que não raramente são refilmados no ocidente, a exemplo de O Chamado e O Grito). Apesar da universalidade do tema, a origem do medo muda de região para região. "Não sei quanto ao resto, mas na Ásia se acredita muito em Carma, no mérito da bondade e no pecado", explica o diretor tailandês Banjong Pisanthanakun, de Espíritos - A Morte Está ao Seu Lado (de 2004, que deu origem ao insosso remake Imagens do Além, de 2008). "E também acreditamos em fantasmas. Todo mundo por aqui conhece histórias de gente que viu fantasmas ou espíritos, então gostamos de coisas assim. Talvez seja esse o motivo do sucesso do terror por aqui", ele completa.

                                                                  True Blood

Enquanto isso, o terror brasileiro se encontra em um limbo duradouro e sem fim aparente. A produção independente até tenta, mas o último filme desse gênero a estrear em grande escala foi Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, lançado em 2008. O trabalho, que fecha a trilogia de Zé do Caixão (completada por À Meia Noite Levarei a Sua Alma, de 1964, e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver, de 1967), custou cerca de R$ 2 milhões, mas só arrecadou R$ 180 mil de bilheteria, sendo visto por 25.360 pessoas em um período de 20 semanas. Para Dennison Ramalho, corroteirista e diretor-assistente, alguns fatores podem explicar o desempenho frustrante da volta de Mojica a seu personagem mais famoso. "O primeiro é que, diferente da televisão - que a plateia conhece muito bem - o cinema de gênero brasileiro não tem tradição. Encarnação foi o primeiro filme de terror em 26 anos", ele lembra. "As pessoas vão ao cinema com um pé atrás, e a entrada é cara! A falta de tradição cria uma barreira com o espectador."



Para Ramalho, a segunda razão estaria no próprio Mojica: "Ele foi um autor que difundiu com muita força o personagem, e a figura se desgastou muito na TV, em uma época de extremo desrespeito à figura dele. Então, as pessoas colocaram na cabeça que um filme do Zé do Caixão é necessariamente uma coisa simplória, com aquele cara caipira que fala errado. E a maior parte das pessoas desconhece o passado dele, a arte e a influência dele no terror mundial." Há alguns meses, Encarnação do Demônio foi lançado no formato blu-ray na Inglaterra, com o título Embodiment of Evil e direito a boa divulgação ("Me disseram que havia pôsteres do filme em todas as estações de metrô de Londres", conta Ramalho) e recepção calorosa por parte da imprensa: o jornal The Guardian fez restrições à violência explícita e à atuação dos envolvidos, mas destacou "certa qualidade hipnótica" que relacionaria o trabalho à obra de Luis Buñuel e Alejandro Jodorowsky.



Por outro caminho, o capixaba Rodrigo Aragão viabilizou Mangue Negro, longa estrelado por zumbis que deve sair em breve direto no formato DVD. O filme custou R$ 60 mil e só saiu do papel depois que o diretor (e também roteirista) desistiu de captar recursos usando a fórmula tradicional. "Tentei fazer de todas as formas possíveis, mas as pessoas me davam canos", conta. "Todo mundo queria montar projetos para encaixar em leis, mas nunca dava certo." Aragão decidiu então partir para o improviso em um esquema "mão na massa", construindo um barraco no fundo de sua casa e iniciando a produção por conta própria: "Passei sete meses fazendo isso". Amigos ajudaram em uma espécie de mutirão do horror, sem receber pagamento. Dez minutos de filme foram produzidos, o que gerou interesse em um empresário que decidiu bancar a ideia. Mangue Negro rodou festivais de cinema no Reino Unido, no Chile e na Argentina, mas acabou não conseguindo distribuição nacional por meio de empresas grandes. "É triste", o empreendedor lamenta. "Passamos um ano atrás das distribuidoras tradicionais e fomos solenemente ignorados." O DVD será lançado via DarkSide, um selo especializado em terror e fantasia. Ainda assim, Aragão defende a produção alternativa nacional - que anda investindo na temática zumbi, em filmes que vão do trash Capital dos Mortos ao ousado (e ainda inédito) Porto dos Mortos. "Todos esses filmes são independentes, com recursos de fora das leis de incentivo. É uma fatia do cinema que tenta se segurar pelas próprias pernas, não tem muletas do governo", diz.



Mas, se o terror de orçamento alto não funciona e o de baixo também não, qual é a chance desse gênero crescer no Brasil? "É um projeto de médio prazo, mas passa pela televisão", opina Dennison Ramalho. "O terror nacional vai renascer pela TV. Vai ser quando alguém fizer o True Blood brasileiro, a série do Maníaco do Parque... Não vejo outra maneira de isso acontecer. Foi assim no Chile e na Argentina." No país de Maradona, a isca televisiva foi a série Epitáfios, produzida pela divisão latino-americana da HBO (e exibida também na Europa e nos Estados Unidos). Apesar de pender mais para o suspense, o programa instigou a produção de um cinema de gênero local - algo que ainda falta ao Brasil. "Não existe filme policial no Brasil, nem de suspense", diz Ramalho. "De uns anos pra cá, temos um cinema que é fundado em financiamento público. Essa era abriu espaço para um cinema intelectualizado, que eu acho legal, mas que é de justificativa: ele precisa passear pela história ou pelos problemas do país. Deixamos de fazer filme de mulher pelada para fazer filme de favela." Já o diretor de Mangue Negro aponta outro detalhe, além da histórica falta de tradição nos filmes de gênero. "O cinema brasileiro passou muito tempo fazendo coisa ruim", alega Aragão. "O terror brasileiro é novidade. A Boca Lixo [movimento de cinema marginal surgido em São Paulo no fim dos anos 60] até fez algumas coisas que ninguém conhece, mas disfarçado de pornô. Eram filmes mais de sexo - o terror era brinde. Então as pessoas não têm referências. E isso também é legal. Quando as pessoas veem meu filme, elas são surpreendidas."



Voltando à necessidade de transição que começaria pela telinha, Ramalho aponta o comportamento do brasileiro médio como justificativa para esse processo. "O público de audiovisual brasileiro, aquele que sustenta o cinema que tem 'vingado', o da Globo Filmes, não tem preferência por um gênero. O brasileiro que assiste a televisão e vai ver Se Eu Fosse Você no cinema tem uma acomodação que vem da sua convivência com a TV, com as caras que ele conhece. O brasileiro é muito fiel a marcas, times." Aqui se abre um espaço para mais uma questão: se o hábito do brasileiro ainda é algo tão poderoso e influente na hora de decidir até o que assistir no cinema, será que a religiosidade ainda é capaz de influenciar no possível desenvolvimento de um mercado de terror? A resposta é sim, mas curiosamente a religião pode tanto ajudar quanto prejudicar o florescimento dessa indústria. Na Tailândia, por exemplo, a crença religiosa foi a faísca que fez o estilo crescer. "É uma crença que cresce em nossas mentes, geração após geração", explica o tailandês Pisanthanakun. "A maior parte do povo tailandês acredita em espiritualidade." Por aqui, porém, o peso da religião é outro - e cada vez menos relevante. "A gente sabe que o Brasil ainda é um país de formação católica, apesar de estar em mudança constante de preferências religiosas", lembra Ramalho. "O terror - e o hábito de assistir a esses filmes - nunca foi bem visto por ministros evangélicos e padres católicos. Não é algo muito recomendado. Mas acho que não é mais uma grande barreira hoje. Nos tempos do Mojica, associado à ditadura, isso pegava mais."



Atualmente, o terror brasileiro é uma ampla estrada de terra, abandonada e sinistra. Resta saber quem serão os responsáveis pela pavimentação, transformando-a em um caminho transitável e convidativo para o público. Dennison Ramalho e Rodrigo Aragão, pelo menos, já estão com as mãos nas ferramentas: o primeiro lança, em 2010, o curta-metragem Ninjas (uma história policial sobrenatural). Já o segundo pretende filmar Noite do Chupa-Cabras ainda no ano que vem.



http://www.rollingstone.com.br/edicoes/39/textos/4101/

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

No Cativeiro




Curta produzido pela Making Of Studius


Vídeo encontrado na Usina de Reciclagem de Lixo na zona Norte de Guarulhos. Se você conhece alguma das pessoas mostradas aqui, entre em contato com o Dpto. de Homicídios e Pessoas Desaparecidas.



Curta-Metragem: "NO CATIVEIRO"
Direção: Renato Santos
Roteiro: João Santos
Edição: Renato Santos
Elenco: Fernanda Labatti, Klara Martins, Falcon Mantovani, Renato Santos, Emerson Cardoso, Elton Prado e Rubens Mello como a criatura.
Produção: Março/2010
Duração: 10'03''

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Programa VIVA O CINEMA NACIONAL – ZÉ DO CAIXÂO

O Cine theatro Atilio Garret da Casa dos cordeis, no ciclo de homenagens aos grandes nomes do cinema nacional, estará exibindo o filme “A meia-noite levarei sua alma” de José Mojica Marins. Este filme eternizou o nome “Zé do caixão”. Após a exibição, haverá debate sobre a vida e obra do Grande cineasta brasileiro coordenado pelo Cineasta Guarulhense Rubens Mello. Sabado,18 de dezembro  às 19:30h. A Casa dos cordéis fica na Av. Torres Tibagy, 90 – Gopouva – Guarulhos (próximo ao SAAE). A entrada é franca. Mais informações no tel: 2408.5571 das 13:00hs äs 19:00hs, ou no site http://www.boscomaciel.com.br/

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Prague: Canon 1DMKIV from Philip Bloom on Vimeo.

Não servimos Zumbis



















No dia 21 /10 uma quinta feira, fui chamado para fazer a caracterização do zumbi do filme "Não Servimos Zumbis" produzido pelos alunos da Academia Internacional de Cinema.



















Trata-se de uma comédia de humor negro, com forte critica social.






















Foi um trabalho bastante agradavel.



















Direção: Antonio Matos


Produção: Eugênio Saboya/Thiago Gutier/Vanessa Francisco

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

E-mail da protagonista de "A História de Lia"



Na foto, Karina Bez Batti e Bianca Marcella, as duas protagonistas da personagem "Lia"

Recebi este e-mail da atriz Karina Bez Batti que protagonizou a personagem Lia em meu curta. Fiquei bastante emocionado. As vezes para realizarmos um sonho temos que nos quebrar em vários pedaços, mas depois de colados, estamos inteiros novamente e as marcas que ficam são as lembranças que vão pra sempre nos acompanhar.

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Meu querido amigo Rubens.

Não sei nem por onde começar a escrever.... as palavras não irão representar o que tá aqui.
Mas posso tentar... dizendo que é uma Honra colossal ter filmado contigo e participado do projeto Tatúrula.
Digo, honra em todos os sentidos.
Pq sei, todos que estivemos nele, toda nossa Equipe; se entregou de corpo e alma.
E alí, no filme... está cada milímetro da beleza, dedicação e talento, estampado e registrado para sempre.

Não contive a emoção, me arrepiei mesmo e as lágrimas desceram... ao assistir o cd com A História de Lia.

Lembro-me de nós dois caminhando em plena Av. Paulista, conversando sobre a vontade de filmar um curta naquela atmosfera... e me falastes da Lia pela 1ª vez.
Foi um amor à primeira vista tão forte, que dentro de alguns meses estaria tomando forma real.
Junto da vontade nossa e de Toda Equipe que abraçou com total Dedicação e Amor o projeto.
E agora o curta já existe!
Abre continuidade para os próximos do Tatúrula, que certamente terão o mesmo sucesso.
Pq tudo que tu tocas, tocas com teu coração e tua arte única.

Fico emocionada cada vez que revejo o filme... pois a textura está exatamente da forma que desejastes, os detalhes, as formas...
Lembro de todos nós recebendo as instruções da Mari Moi na casa, nos fins de semana, da nossa emoção aprendendo com ela... lembro que ela até queimou o cabelo de tanta entrega.
Lembro de tudo... sempre.
Da entrega de todos, dos meninos filmando... se empenhando tanto.
Do nosso almoço... da gente fazendo as coisas... de nossas risadas.
Parece um sonho em carne viva ver o filme pronto...!

E me preenche a alma teres ganho o Prêmio de Melhor Direção.
Tu mereces demais... tua arte transborda nos poros da tela através de tua lente, teu comando e direção.

Enfim.. não vou me estender mais.
Só quero agradecer por teres me dado a Lia de presente e a chance de ter vivido esse sonho contigo e com todos do Tatúrula.

Sei que é meio brega falar isso, mas vocês moram no meu coração!
E os amo.

Abração da amiga e fã.

Karina.

sábado, 23 de outubro de 2010

O Golem na íntegra com trilha do líder do Pixies

O longa do Expressionismo Alemão ganhou trilha pelo músico em 2008, como parte de uma exibição comemorativa no San Francisco International Film Festival. Agora, será vendido, com exclusividade no site do músico, em parceria com a Amazon, em edição contendo CD e DVD.

O filme conta a história da perseguição dos judeus em Praga, quando o rabino local, pressentindo o pior, constrói um Golem de barro para proteger seu povo. Assista ao filme na íntegra, com a música de Francis:

O lançamento já havia sido disponibilizado em edição limitada de 500 edições, mas agora chega acessível a todos os mortais.


The Golem - Black Francis from Black Francis on Vimeo.

A História de Lia NA MOSTRA SESI DE CINEMA



"A História de Lia" curta que recebeu prêmio de melhor direção no "5º CineFantasy" será exibido dia 28/10 na I Mostra Sesi de Cinema - Prêmio SESI de Curta Metragem em Uberaba, MG.

O festival começa dia 27 e vai até 31 de outubro, com uma programação especial de filmes, mostra paralela (estamos participando da Mostra Paralela Cine Fantástico), oficinas e noite de premiações.


18h Mostra Paralela Cine Fantástico (Terror e Ficção)

Local: Cine Cultura UFTM (Shopping Urbano Salomão / 3o piso) Entrada permitida somente até 20h

Classificação 14 anos

Entrada Gratuita




Gato – Joel Caetano / 24min

A Carne – Rubens Mello / 19min

Minha Esposa é um Zumbi – Joel Caetano / 23min

Mechanics – Gurcius Gewdner / 2min

A História de Lia – Rubens Mello / 14min

A Minute Ago – Gurcius Gewdner / 3min

Naftalina – Aldo Pedrosa e Ricardo Tilim / 23min

Panda – Gurcius Gewdner / 9min

Mangu Negro – Rodrigo Aragão / 105min

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

"A História de Lia" leva prêmio de melhor direção no 5º cinefantasy


Com surpresa e satisfação ganhei o prêmio de melhor direção com meu curta "A História de Lia" parte do projeto "Tatúrula, Sinfonia do Medo. Não esperava pelo prêmio.
Foram muito trabalhos e gente de toda parte do mundo. Espero que a partir de agora tenhanhamos mais portas abertas porque fazer filme idependente no Brasil, não é fácil.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A HISTÓRIA DE LIA
Ficção, Horror, São Paulo, SP, Brasil, 2010, 13', HD cam



Sinopse

Exibição (veja legenda abaixo)

Lia é uma adolescente que vive num lar doentio e violento. Para fugir das frequentes tensões do dia-a-dia, ela se envolve com um grupo de jovens marginais e acaba por se entregar às drogas. Mas a tragédia se desencadeia quando ela é possuída por sua amiga invisível.

Lia is a teenager that lives in a sick and violent home. To run away from the constant tensions of her day to day, se gets involved with young criminals and ends up doing drugs. But a tragedy happens when she is possessed by her invisible friend.




Centro cultural Vergueiro 04/09 às 18h




Biblioteca Viriato Correira 12/09 às 18h




Ficha técnica



Direção: Rubens Mello
Elenco: Karina Bez Batti, Donata Emiliano, Judson Ovídio, Bianca Marcella, Lane ABC, Elton Prado, Henrique Tetas, André Honey, Luhatus Curcelli, Renato Pignatari, Alexandre Rodrigo Brito, Victor Signoretti, Lika Carósio, Mari Moi

"A História de Lia" no 5º Cinefantasy

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A História de Lia - teaser




"A História de Lia" faz parte de um projeto maior chamado "Tatúrula - Sinfonia do Medo" que é constituído por sete histórias independentes que possuem como elemento de ligação a criatura do titulo: "Tatúrula" . A realidade e a fantasia se misturam numa linguagem gótica e surreal, tendo com premissa as paranóias e os traumas humanos.

Sinopse:
Lia é uma adolescente que vive num lar doentio e violento.
Para fugir das freqüentes tensões do dia a dia, ela se envolve com um grupo de jovens marginais e acaba por se entregar às drogas.
Mas a tragédia se desencadeia quando ela é possuída por sua amiga invisível.

terça-feira, 1 de junho de 2010

MAIS SOBRE "IVAN"



"IVAN" É um drama / humor negro, que deixa em aberto várias de suas idéias, fazendo o espectador tirar suas próprias conclusões sobre as mensagens que queremos passar.
O curta é uma grande crítica a classe artística brasileira que não tem muitas oportunidades, a miséria e pobreza, e a maior de todas uma crítica ferrenha a religião e as formas de ganhar dinheiro com ela. Todo o curta faz uma analogia a trechos bíblicos, de forma a por Ivan, o personagem principal no papel de Jesus Cristo e seus atos refletem de forma bem humorada algumas passagens bíblicas como a Santa Ceia, caminhando pelas águas, Salvando Maria Madalena do apedrejamento e por ai vai, substituindo os personagens bíblicos pelos personagens bizarros do curta sendo jesus o Ivan, Maria Madalena o travesti Darlene Starr e os apóstolos seus amigos Jone Jackson o Michael Jackson fuleiro, um negro mórbido de cadeira de rodas e Rodolfo, o ator que trabalha junto com Ivan no teatro, Judas.
O curta esta inscrito na Lei Rouanet,

IVAN - Curta metragem, ficção, 15´, HD
Direção - Fernando Rick / Black Vomit Filmes
Direção de Fotografia - Thiago Quadrado
Black VomiT Filmes

Elenco:
Ivan - André Ceccato
Jone Jackson - Marcio Américo
Ronaldo - Beto Bellini
Darlene Starr - Rubens Mello


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Curta IVAN




Terminaram ontem dia 30 de maio/2010 as filmagens do curta IVAN de Fernando Rick, produção da Black Vomit.

Darlene Starr foi sem duvidas um dos personagens mais prazerosos e dificeis que tive.

Saudades da equipe maravilhosa.

Memorial Dio


Cerca de 1.200 fãs prestam homenagem a Ronnie James Dio
Eduardo Guimarães

da letraA-A+A cerimônia em homenagem ao vocalista Ronnie James Dio realizada neste domingo, 30, em Los Angeles, contou com cerca de 1.200 fãs que foram dar o último adeus ao cantor.

Além de admiradores anônimos, estiveram presentes no evento algumas personalidades do mundo da música como Geoff Tate (Queensrÿche), Glenn Hughes, Paul Shortino (Quiet Riot), Joey Belladonna (Anthrax), John Payne (Asia), Oni Logan (Lynch Mob), Claude Schnell (Dio), Scott Warren (Dio, Heaven & Hell) e Tony Iommi.

Como última homenagem os músicos cantaram algumas canções como “Catch the Rainbow”, apresentada por Glenn Hughes. Durante o memorial amigos e familiares assumiram o microfone para prestarem suas homenagens, entre eles a viúva e empresária de Dio, Wendy, e o filho do cantor, Dan Padavona.

“Ele nos tocou com sua música, sua mensagem e sua magia”, comentou o primo de Dio e parceiro nos tempos de ELF, David Feinstein. “Eu sei que Ronnie realmente amava todos vocês. Ele apreciava muito sua lealdade. Estou falando sobre todos vocês aí fora, todos os fãs”.

Integrantes da Igreja Batista de Westboro compareceram com cartazes onde era possível ler mensagens como “não adore os mortos”, “Dio está no inferno” e “Deus odeia a América”. O número de manifestantes foi bem pequeno e não houve confronto ou animosidade entre os fanáticos religiosos e os fãs.

Dois shows em tributo ao vocalista estão sendo organizados para o segundo semestre. Os shows devem ser realizados em Londres e Los Angeles e a renda será revertida para a instituição Stand Up and Shout que apoia o tratamento de pacientes diagnosticados com câncer.

No YouTube é possível encontrar diversos vídeos gravados por fãs de momentos marcantes do memorial. Abaixo você alguns desses vídeos:






quarta-feira, 19 de maio de 2010

IVAN


Ivan é um curta metragem captado em HD escrito por Fernando Rick e Marcelo Appezzato.
Crítica social. Neste projeto interpreto Darlene Starr, um travesti que tem uma relação com Ivan, o personagem título. Por enquanto é o que se pode divulgar.

domingo, 16 de maio de 2010

Aos 67 anos, o roqueiro Ronnie James Dio morre de câncer no estômago


É com grande pesar que repasso a noticia do site de Sidney Resende a noticia da morte de meu maior ídolo. Impossivel conter as lágrimas neste momento.

Ele, ao lado de Freddie Mercury, foram os antores quem me influênciaram na música.

O ícone do heavy metal Ronnie James Dio morreu na manhã deste domingo, aos 67 anos, de câncer no estômago. O americano foi vocalista das bandas Dio, Black Sabbath e Heaven & Hell.

A mulher dele, Wendy, foi quem divulgou, neste domingo, a notícia da morte do músico. "Hoje meu coração está partido, Ronnie se foi às 7h45", contou no site oficial do cantor. "Muitos de nossos amigos e familiares puderam se despedir antes que ele se fosse em paz. Ronnie sabia que era muito amado por todos", escreveu.

O roqueiro começou sua carreira nos anos 1970 na banda Elf, em que atuava como baixista e vocalista. Ele fez parte da Black Sabbath, onde substituiu Ozzy Osbourne em 1979, quando ele dexou o grupo.

Dio é conhecido como um dos inventores do "chifrinho" feito com as mãos, que segundo ele, era para "assustar as velhinhas católicas".

Em 16 de maio do ano passado, James Dio esteve no Brasil, onde se apresentou no Credicard Hall, em São Paulo.

sábado, 15 de maio de 2010

Lâmia, Vampiro! (Versão extendida)

Um grupo de vampiros rebeldes decide tomar o poder dos homens. Para deter o apocalipse vampírico, um psiquiatra e uma vidente lideram uma seita que trará de volta Lâmia, a matriarca dos vampiros de volta à vida. Ela será a única capaz de trazer o equilíbrio entre as duas raças existentes desde a criação do mundo. Escrito e dirigido por Rubens Mello, baseado na premissa do pensador francês Jean Jaques Rousseau: "Se há no mundo uma história confirmada é a dos vampiros. Dela nada se ausenta: relatórios oficiais, certidões de notáveis, de cirurgiões, de padres, de magistrados; a prova jurídica é das mais completas. Com tudo isso, quem acredita em vampiros. Participação de José Mojica Marins (Zé do Caixão) e com o elenco do Castelo dos Horrores (Playcenter) Músicas compostas por Eliane Delage

"Este filme aconteceu porque os "atores" do Castelo dos Horroes, no Playcenter assisitiram a "Pousada dos Horrores" com os atores que estavam no Hopi-Hari e pediram pra participar de um outro".









O Sacrificio - Culto Satânico

Imagens captadas por um cinegrafista amador.
Ritual satânico realizado durante evento Cine Horror III,na cidade de São Paulo em 25/07/08




SANGRIA

CURTA DE HORROR TRASH, ESCRITO E PRODUZIDO PELOS ALUNOS DO CURSO DE TEATRO DA ASSOCIAÇÃO BENEFICIENTE ZÉ DO CAIXÃO, NO ANO DE 1999.

lÂMIA, VAMPIRO É UMA ESPÉCIE DE CONTINUAÇÃO / REMAKE.



Pousada dos Horrores



Filmado em VHS






domingo, 25 de abril de 2010

O FANTASMA DA ÓPERA - 1925

Minha história no Horror

Tudo começou quando eu tinha cinco anos de idade.
Estava sem sono e sai da cama. Na sala meus pais assistiam a clássica versão do filme “O Fantasma da Òpera”, versão de 1925.

“Considerado por muitos como o primeiro grande filme de horror e um dos melhores do cinema mudo, o desfigurado Fantasma da Ópera é protagonizado por Lon Chaney, O Homem das Mil Faces, versão que permanece como um marco da "Golden Age of Hollywood". Fiquei apavorado, mas também deslumbrado com o contraste de luz e sombras.

Depois, em outra ocasião aceite empolgado a também clássica versão de King Kong. Entre todos os filmes de monstros gigantes que o cinema já produziu, King Kong é o principal deles.

Foi o que bastou para que fosse introduzido definitivamente ao universo do cinema fantástico. Luz nas sombras. Poesia nas trevas.

Tornei-me um aficionado no gênero e, vivia buscando nos jornais a programação dos filmes de TV em busca dos filmes de horror.

E levantava quietinho nas madrugadas e ficava coladinho, ao lado do aparelho de TV, com o som baixíssimo e luz apagada, para não acordar meus pais e me tirarem do paraíso negro que me enchia de prazer.

Aos 14 anos, comecei a escrever e desenhar histórias de horror para uma espécie de “Lanterna Mágica” que meu pai construiu para mim.

Depois foi um pulo para a descoberta do “VHS” e hoje estamos na era da “Alta definição”

A partir de agora, posto uma série de vídeos (trailers) dos filmes que me marcaram sendo um dos primeiros filmes o clássico de horror “Frankenstein” com Boris Karloff.



Boris Karloff estrela como o mais memorável monstro do cinema, no que é considerado por muitos um dos maiores filmes de terror de todos os tempos. Dr. Frankenstein (Colin Clive) ousa mexer com a vida e a morte ao criar um monstro humano (Karloff) com parte de corpos sem vida. A adaptação do diretor |ames Whale do romance de Mary Shelley e a apaixonada atuação de Karloff como a criatura em busca de identidade, fazem de Frankenstein uma obra de arte inesquecível.

Duração do Filme: 70 minutos

Detalhes Artísticos

Elenco
Boris Karloff
Colin Clive
Mae Clarke
John Boles

Diretor
James Whale

Guarulhenses se destacam na 'blogosfera"


Guarulhenses se destacam na 'blogosfera"
Juliana Aguiar e Camila Pati
Da Redação

http://www.dgnews.com.br/beta10/f?p=181:4:3527025397968129::NO:4:P4_ID,P4_PALAVRAS:17177,


Matéria feita pelo jornal Diário de Guarulhos
Há pouco menos de dois anos, o número de brasileiros internautas já ultrapassava os 56 milhões, de acordo com a última pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O acesso à internet vem aumentando de forma acelerada no Brasil, e como a web cresce minuto a minuto, até o dado mais atualizado pode ser ultrapassado no instante seguinte. Uma das inúmeras possibilidades de se interagir na web se dá por meio dos blogs.
O diário pessoal na internet é de fácil acesso e o formato é simples. Criar um blog não exige muita técnica, mas se tornar um blogueiro conhecido em um mundo chamado “blogosfera” é uma tarefa árdua, que exige tempo e dedicação. Alguns guarulhenses encararam o desafio, hoje são reconhecidos neste universo e já contabilizam seguidores.
Claudinei Lopes de Moraes, 38 anos, atua em dois seguimentos diferentes. Durante o dia é Guarda Civil Municipal (GCM), já no período noturno, aproveita o tempo livre para atualizar um blog que criou chamado “Blog do Guardão”.
Criado há dois anos, o espaço é dedicado à experiência que o próprio guarda vive, além de reivindicações da categoria. Na última visita, o contador já mostrava 45.175 visitantes.
“Com o apoio do meu chefe da base, comecei a elaborar qual tipo e formato de blog seria criado. Sempre estou atualizando com novidades e o público alvo é a população e os guardas civis de todo Brasil, sempre divulgando nosso trabalho aqui, na cidade de Guarulhos”, disse Moraes.
O blog ganhou popularidade e para comprovar é só fazer um teste. Utilize o Google (www.google.com), site popular de busca, e procure por Guarda Civil Municipal de Guarulhos. O primeiro endereço que aparece é o Blog do Guardão e depois o site oficial da corporação.
“Também coloco nas postagens outros tipos de matérias, que o foco não é a Guarda Civil, seleciono alguns textos interessantes e úteis para serem postados, oferecendo sempre algum beneficio ao visitante”, disse Moraes.
Quando o tema é terror, suspense e medo, o ator, cineasta e blogueiro Rubens Mello disponibiliza para os internautas todas as informações em seu blog “A Arte do Horror”. A página na internet (http://rubensmellojr.blogspot.com/) recebeu o título como o melhor blog da cidade, nomeado pela prefeitura.
Mello acredita que a diversidade oferecida ao leitor foi um dos requisitos responsáveis por torná-lo vencedor do prêmio. “Acho que usei todos os recursos que o blog me ofereceu como vídeos, áudio, fotos, textos, material com informações quentinhas dentro da produção cultural, com foco para o fantástico, making off de espetáculo teatral”, disse Mello.
O cineasta ainda dá dicas para quem quer iniciar essa atividade e integrar a “blogosfera”.
“É preciso focar um público alvo, ter o que falar e a quem falar. Isso facilita na criação da sua própria rede de comunicação. Também é importante delimitar seu tema, para que seus seguidores sejam abastecidos”, disse Mello.
Outro blog mantido por uma guarulhense é o “ A Cultura de Guarulhos” (http://aculturadeguarulhos.blogspot.com/), da artista Aline Fonseca, 24 anos. Lá, o internauta encontra dicas culturais e programações artísticas na cidade. Vale uma visita virtual.

terça-feira, 20 de abril de 2010

UM ANO DE NOITES AUTORAIS /A cultura já anda – Castelo Hansen – Diário de Guarulhos


Dia 26/04 festa de um ano das Noites Autorais. segunda-feiras no Restaurante III Milênio localizado a Rua Luiz Faccini,528 Centro Guarulhos.

O importante é que a cultura em Guarulhos está florescendo como nos bons tempos. Um bom exemplo disso são as noites autorais que o restaurante Terceiro Milênio apresenta todas as segundas feiras sob o comando de Rubens Mello e Rute rutíssima, as grandes figuras do cenário cultural da cidade se fazem presentes.

Free!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

TRASH - 5ª Mostra Goiana de Filmes Independentes


Meu filme "Lâmia, Vampiro!" foi bem recebido pelo público presente na 5ª Mostra Goiana de Filmes Independentes, no dia 18/04/2010. Diferente de "Tatúrula: Sinfonia do Medo" (meu trabalho atual) "Lâmia" é cru e underground, com aquela levada que só os saudosos filmes trash conseguiam transmitir. Gravado nas segundas-feiras em Mairiporã e algumas horas antes das apresentações dos atores no "Castelo dos Horrores" do Playcenter, foi praticamente gravado sem ensaios. "Lâmia" pode soar um tanto confuso tanto pela edição frenética de imagens e sons e tanto pela história dos personagens, que somente os aficcionados pelo jogo "Vampire: The Masquerade" poderão reconhecer. Mas isto não é um problema."Lâmia" não é um filme profissional e sim um laboratório para que eu pudesse estudar edição, maquiagens de efeitos, caracterizações e fotografia. Recentemente o diretor re-editou algumas cenas do filme e acrescentou-as ao clipe "Cinderella", da banda Libra, que pode ser visualizado no youtube.

http://www.youtube.com/watch?v=s7wwmeLrOZI

Abaixo, trailer do média metragem, com a participação especial do nosso mestre José Mojica Marins.

"Tatúrula" está mais vivo do que nunca!


Olá,
Depois de amargar algum tempo em catacumbas escuras, o projeto Tatúrula, sai da cova e da passos definitivos para a finalização do seu primeiro curta "A História de Lia”

Estamos retomando o projeto, depois de uma pausa de um pouco mais de um ano após a finalização da captação de imagens. E voltamos com sangue novo: Leo Grego, que assume a edição de “A História de Lia” e André Hime que assume a sonoplastia e mixagem de som.

Estou muito feliz em ter esperado tanto tempo para montar o filme. O Leo Grego agregou muito com suas idéias fantásticas e seu senso crítico. Sua visão, embora extremamente afiada com minha, foi muito mais além do que eu poderia ter ido.

O músico e compositor, especializado em trilhas, Kalau também entra no projeto.
Para conhecer um pouco mais do trabalho deste grande compositor, visitem seu myspace:
http://www.myspace.com/kalausoundtracks

Para mim, foi um presente maravilhoso ouvir a confirmação do Kalau ao ser convidado a compor a "Sinfonia do Medo.

A trilha, originalmente seria conduzida pelo jovem Renan Fersy (Capital dos Mortos), mas acabamos perdendo contato. Mas eu jamais imaginaria ter o Kalau comigo, porque não temos dinheiro para pagar pelo trabalho fantástico que ele realiza. O que mais me motiva a continuar é ver estes profissionais de tamanha grandeza, comprar o projeto e vestir a camisa. "Tatúrula, A História de Lia" é um filme experimental, denso e belíssimo.

Ficha técnica da primeir ahistória da primeira história do projeto projeto:
Filme: Tatúrula, A História de Lia

Direção: Rubens Mello
Duração: Aproximadamente 10´
Ano: 2010
Gênero: Horror Psicológico
Cor / HDV
HD: 720p60
Janela: 1:1.85 = 16/9
Sistema de Cores: Ntsc
Compressão: DVCPRO
Pixel Aspect: 1280 X 720
Frame: 23,98 Fps (24 Fps)
Produtor Executivo: Rubens Mello
Roteiro: Rubens Mello
Assistente de Direção: Rogério Schiavinatto
Diretor de Fotografia: Raphael Enes e Diogo Maia
Operador de Câmera: Raphael Enes e Diogo Maia
Som direto: Luiz Fernando Silva
Edição: Leo Grego
Música e trilha original: Kalau
Sonoplastia e mixagem: André Hime
Direção de Arte: Rogério Schiavinatto
Maquiagem FX: Rubens Mello e Rogério Schiavinatto
Design da Criatura: Rubens Mello
Produção de Campo: Lika Carósio
Assistente de Produção e iluminação - Claudio Roberto Moreira (Zeca)
Preparadora de Elenco - Mari Moi
Figurinista: Lika Carósio
Maquiagem: Mari Moi

Elenco:
Karina Bez Batti......................Lia
Donata Emiliano......................Mãe
Judson Oliveira........................Pai
Bianca Marcella........................Lia Criança
Lane ABC.................................Nil
Elton Prado........................Fredo
Henrique Tetas..................Lucas
André Honey......................Drogado
Luhatus Curcelli.................Drogado
Renato Pignatari................Médico
Alexandre Rodrigo Brito.....Médico
Victor Signoretti..................Enfermeiro
Lika Carósio.......................Enfermeira
Mari Moi.............................Tatúrula

Agradecimentos: Liz Marins (Liz Vamp) e Emerson Cardoso
Cinema de Bordas

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"Câncer, eu vou te cobrir de porrada!"




O canal de televisão texano KIAH-TV fez uma matéria a respeito das visitas do lendário cantor de heavy metal Ronnie James Dio (DIO, HEAVEN & HELL, Black Sabbath, RAINBOW), que tem visitado regularmente o M. D. Anderson Cancer Center em Houston, Texas, desde o final do ano passado, quando foi diagnosticado com câncer no estômago.

"Por que vir a Houston? É o melhor hospital", disse o cantor enquanto se preparava para uma sessão de quimioterapia na última segunda-feira.

"Eu tenho sido cutucado e espetado em buracos que nunca tive,", disse ainda Dio, curiosamente ecoando as palavras proferidas pelo vocalista do AC/DC, Brian Johnson, quando passou por um procedimento médico cujo período de recuperação que acabou provocando o adiamento de uma etapa da turnê mundial "Black Ice", da banda australiana.

AC/DC: "o médico olhou, examinou, cutucou e espetou"
O músico de 67 anos notou os primeiros sintomas da doença após o Halloween, em outubro de 2009. Ele sentiu dor no peito e indigestão, o que eventualmente levou ao diagnóstico de câncer. Dio agora vai a Houston a cada duas semana para o tratamento.

"Eu tenho sorte de ser uma pessoa rígida em termos das coisas em que acredito", diz o cantor, que tem uma mensagem direta para o tumor em seu estômago: "Câncer, eu vou te cobrir de porrada!"

"Ronnie é uma pessoa muito corajosa. Ele está lidando com isso de forma equilibrada. Ele só quer continuar com a sua vida", conta a esposa e empresária Wendy Dio.

Continuar com a vida significa voar de Los Angeles, encarar cinco horas de quimioterapia e voar de volta para casa. Às vezes, colegas de banda como o baixista Geezer Butler (HEAVEN & HELL, Black Sabbath, OZZY OSBOURNE) o acompanham para dar apoio.

Wendy Dio está sempre com ele. O tratamento parece estar funcionando, e Wendy diz que o tumor está diminuindo, tudo isso em um homem com uma voz muito grande, que espera voltar às turnês em breve.

"Os fãs têm sido incríveis, e isso prova para mim que eu fiz alguma coisa certa com a minha vida", finaliza Dio.


Fonte desta matéria: Blabbermouth

The Last Kiss - Versão Final

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Filmes sobre lobisomens

De todos os grandes monstros do cinema, como Drácula, Frankenstein e a Múmia, o lobisomem é o único que não tem sua origem numa obra literária, é uma típica invenção da sétima arte. Mas, como os outros, tem um ator que ficou para sempre marcado com o personagem: Lon Chaney Jr, filho de um famoso astro do cinema mudo especialista em caracterizações.

Assim foram inventadas pela Universal as regras básicas dos homens que se transformam em lobos durante a lua cheia, vagamente inspirado em lendas do norte da Europa e da Itália. Geralmente, ele tem que ser o sétimo filho de uma mulher e todos os outros têm de ser mulheres. E só pode ser morto com uma bala de prata.

Os lobisomens nunca chegaram a ganhar um nome próprio, ficaram apenas no genérico quando ressurgiram nos anos 1980 com Grito de Horror (The Howling de Joe Dante), e depois com o ótimo Um Lobisomem Americano em Londres, de John Landis, que levou até um Oscar de Melhor Maquiagem.

No Brasil, Guel Arraes dirigiu o filme O Coronel e o Lobisomem. Mas o fato é que até hoje não houve um grande filme de lobisomem. Hoje eles estão relegados a serem coadjuvantes em filmes como Van Helsing. Será que esta nova versão com Benicio del Toro, O Lobisomem, virá cobrir essa falha?

Quem foi Lon Chaney Jr.? O lobisomem original



A Universal era o estúdio dos monstros, até porque era dos mais pobres de Hollywood, sempre à beira da falência (só nos anos 1950 é que ficaria mais importante) .

O estúdio produzia os filmes do gênero com poucos recursos e atores bons, mas baratos. Bastavam sets escuros, muita fumaça e elenco com jeito de ameaçador, alguns deles ótimos como Boris Karloff (criador do monstro de Frankenstein). O maior astro do gênero havia surgido ainda no cinema mudo, Lon Chaney (1883-1930), filho de surdo-mudos (hoje deficientes auditivos). Ele se tornou super astro na MGM fazendo todos os papéis característicos como Quasímodo em O Corcunda de Notre Dame, O Fantasma da Ópera, etc. Era conhecido como O Homem das Mil Faces, mas morreu cedo, vítima de câncer (ele fazia sua própria maquiagem e iria estrelar Drácula, e não Bela Lugosi, que ficou com o papel).

O filho carregando o nome de Chaney Jr., cujo nome verdadeiro era Creigthon Chaney (1906-1973), estreou no palco com os pais quando tinha seis meses de idade. Fez muitos filmes como coadjuvante, até que um produtor o convenceu a usar o Jr. (que ele odiava), chegando a ter grandes interpretações como em Of Mice and Man/Carícia Fatal, de 1939, como um grandão doente, mas de bom coração.

Só em 1941 é que finalmente o escalaram para seu papel mais famoso, o do lobisomem (vide abaixo).

Porém, nunca foi feliz, era alcoólatra, trabalhou numa variedade de filmes (entre eles, Matar ou Morrer, com Gary Cooper, por vezes se parodiando com os comediantes Bud Abbot e Lou Costello, numa carreira de 195 trabalhos). Embora nunca tenha sido tão famoso quanto Karloff e Lugosi, era tão bom ator quanto eles.

Famosos filmes sobre lobisomem disponíveis no Brasil

O Lobisomem ***

The Wolf Man. Idioma: Inglês, Espanhol, Português (2.0. Mono ). Legendas: Inglês, Português, Espanhol. : Terror Standard. 69 min.; PB. 1941.EUA . Universal. 16 anos. Diretor: George Waggner . Elenco: Claude Rains, Warren William, Bela Lugosi, Evelyn Ankers, Maria Ouspenskaya, Patric Knowles, Ralph Bellamy, Evelyn Ankers e Lon Chaney Jr.

Sinopse : Larry Talbot volta ao castelo de seu pai, no País de Gales, e encontra uma bela mulher. Mas numa noite, uma cigana revela o destino fatal dessa garota. Ele é mordido por um lobo e acaba se tornando lobisomem.

Comentários: É o filme que inspira essa nova versão com Benicio Del Toro. Saiu em DVD na Coleção Universal Studio Classic Monsters, junto com O Fantasma da Ópera (em dois DVDs – mas também pode ser encontrado separadamente). Toda a coleção tem seus making-of excelentes, extremamente informativos e até divertidos, todos eles dirigidos por David J. Skal. Dá para perceber que a caixa foi produzida por aficionados do gênero que realmente apreciavam seu trabalho e fizeram uma pesquisa excepcional. Aqui, o Making of – Monster by Moonlight é apresentado pelo famoso diretor de cinema John Landis, que dirigiu justamente Um Lobisomem Americano em Londres. Quem faz os comentários em áudio auxiliar é Tom Weave, sempre traduzidos com legendas em português. A edição inclui o chamado “Arquivos de Wolf Man” e trailer de cinema. O making-of é dos mais interessantes por mostrar as diversas encarnações do monstro, que com o tempo foi se tornando popular. O curioso é que é o único que não foi baseado em um livro ou personagem famoso. Muitas das regras dessa possível lenda foram criadas para a fita especialmente pelo roteirista Curt Siodmak (irmão do famoso diretor Robert Siodmak, que ainda estava vivo quando deu a entrevista para o making-of), como o fato de que ele só pode ser morto com bala de prata, por exemplo.

O filme lançou como astro o filho de Lon Chaney (que havia sido estrela absoluta em O Homem das Mil Faces, no cinema mudo) e que desde então fez uma carreira especializada em filmes de terror e em particular como o lobisomem. Com tudo isso, o filme é considerado um dos melhores da fase clássica. Rains faz o pai desconhecido, Ankers a namorada, mas quem marca mesmo é a atriz russa Ouspenskaya como a cigana que prevê o drama.

A maquiagem é de primeira linha (o gênio dos estúdios na época era uma pessoa mal humorada, mas muito talentosa, chamada Jack Pierce), a trilha musical de Charles Previn e Hans J. Salter é atmosférica (e depois reutilizada outras vezes).

Grito de Horror ***


Título original: The Howling. Idioma: Inglês (2.0). Legendas: português, espanhol. Gênero: Terror. Formato: Widescreen. Tempo: 91 min. Cor. Ano: 1981. País de origem: EUA. Distribuidora: Cinemagia. Censura sugerida: 16 anos. Censura original: R. Diretor: Joe Dante. Elenco: Dee Wallace, Kevin McCarthy, John Carradine, Patrick MacNee, Dennis Dugan, Christopher Stone, Belinda Balaski, Slim Pickens, Kenneth Tobey, Dick Miller, pontas de Roger Corman, John Sayles.

Sinopse: Uma repórter de TV, Karen White, depois de escapar de um serial killer, vai para uma cidade do interior para descansar. Mas acaba caindo justamente vítima de um culto de lobisomem!

Comentários: Foi o filme que confirmou o talento do diretor Joe Dante em fita de gênero (o afilhado de Corman e Spielberg que fez Gremlins teve, desde então, uma carreira irregular, incluindo desastres como Looney Tunes de Volta à Ação). Como ele é fã do terror, sabe realizar um filme de lobisomem como este, que chegou a marcar época e ter inúmeras continuações (cada vez piores). Antes dos efeitos digitais, eles conseguiram um resultado muito bom e até impressionante (claro que hoje envelheceram um pouco). Mas há muitas ideias interessantes (o monstro aparecendo junto com o desenho animado visto na TV e outras citações como os personagens que são batizados com nomes de diretores de fitas de Lobisomem). É um terror com humor cult. A atriz central, Dee, que também fez a mãe de ET, mudou o nome por essa época quando se casou com o ator Christopher Stone (até a morte dele, em 1995), virando Dee Wallace-Stone. Ele está no elenco no papel de Bill Neill.

Extras: Filmobiografia, sinopse, ficha, trailer, outros lançamentos, artigo de Carlos Primati sobre O Lobisomem no Cinema. O filme teve várias continuações, seis de 1985 à 1995, cada uma pior do que a outra. Cuidado com elas!

Outros filmes de lobisomem

Raros foram os filmes que tentaram contar a história do lobisomem a sério. Uma delas foi o filme italiano KaOS, de 1984, dos Irmãos Taviani, inspirado em contos de Luigi Pirandello. O mais interessante se chamava Mal de La Luna e era sobre um pobre camponês siciliano que em noites de lua cheia sofria muito porque ficava perturbado e com medo de virar lobo (que vem a ser justamente a origem do mito). Atualmente não disponível no Brasil.

O Lobisomem No Quarto das Garotas * (deve ser o pior de todos)

Lycanthropus. Idioma: Inglês. Legendas: Português. Gênero: Terror. Formato: Standard. Tempo: 83 min. Preto e branco. Ano: 1962. País de origem: Alemanha/Itália. : Fantasy. Censura sugerida: 14 anos. Censura original: R. Diretor:Paulo Heusch. Elenco: Carl Schell, Barbara Lass, Curt Lowens, Maurice Marsac, Maureen O´Connor, Mary McNeeran, Grace Neame.

Sinopse: Numa escola interna de meninas, várias garotas são atacadas por uma espécie de lobisomem. O suspeito é um professor recém-chegado.

Comentários: A diferença é o fato de ser um terror europeu, basicamente alemão com alguns atores conhecidos (a mocinha Bárbara foi casada com Karhleinz Bohm e estrela de Polanski, Carl é irmão de Maria e Maximilian Schell). Mas é fraquinho e provoca ainda menos sustos que o similar americano. O monstro não convence nem como piada. Lançado junto com Criatura Sangrenta na coleção Sessão Meia-Noite.

O Coronel e o Lobisomem


Brasil, 2005. Direção de Mauricio Farias. Com Diogo Villela, Pedro Paulo Rangel, Ana Paula Arósio, Selton Mello, Marco Ricca, Andrea Beltrão, Francisco Milani, Othon Bastos, Lucio Mauro Filho, Tonico Pereira.

Comentário: Prometia ser um novo sucesso depois 2 de Filhos de Francisco, credenciado pelos seus produtores, Guel Arraes, Paula Lavigne (ou seja, Caetano Veloso faz a trilha musical, desta vez com parceria com Milton Nascimento), Globo Filmes, os roteiristas Jorge Furtado e João Falcão. Mas resultou apenas em uma fitinha razoável, muito pouco engraçada, mal roteirizada e sem o charme que passamos a esperar de qualquer coisa que envolva Guel Arraes. Ou seja, um filme anódino, chocho, sem brilho. O romance, original de José Candido de Carvalho, sofre adaptações, pois em 1979 ganhou uma versão fraquinha de Alcino Diniz, com Mauricio do Valle, uma minissérie de Chico de Assis para a TV Cultura. Basicamente é sobre um herói fraco, burro e passivo que se deixa roubar e enganar, vivendo num sonho de ter um romance com uma prima (Ana Paula Arósio) que o abandona quando herda a fazenda cheia de dívidas. Quando fica rica, ela retorna, mas já está casada com outro vigarista (Selton Mello). Os dois exploram o barbudo, ingênuo e tolo Coronel, que poderá ser também um mentiroso (o filme não enfatiza isso, talvez porque situam toda a ação num tribunal, num julgamento, onde ele conta tudo em flashbacks que serve de pretexto para a aparição tão esperada do tal lobisomem do título). Muito se falou sobre esse efeito digital, mas qualquer veterano que vê filmes em DVD, ou Home Video, não vai se impressionar especialmente. Até porque o filme mal aborda a fantasia e conclui de uma maneira pouco feliz.

Outros lobisomens

2008 - Frankenstein vs. The Wolfman in 3D, interpretado por Charles Reeder

2007 - Monsters in Autumn, interpretado por Wayne Hilinski

2004 - Van Helsing – O Caçador de Monstros/Van Helsing com Will Kemp, como como Velkan

2000 - Monster Mash, interpretado por Scott McNeil

1999 - The Wolf Man, interpretado por Waen Shepherd

1997 - The Creeps, interpretado por Jon Simanton

1993 - O Estranho Mundo de Jack The Nightmare Before Christmas, interpretado por Glenn Walters

1987 - Deu a Louca nos Monstros/The Monster Squad, interpretado por Carl Thibault

1985 - Transilvânia 6-5000, interpretado por Donald Gibb

1985 - A Hora do Lobisomem, com Gary Busey e Corey Haim

1981 – Lobos – Wolfen, de Michael Wadleigh, com Albert Finney

1948 - Abbott e Costello e os Monstros/Bud Abbott Lou Costello Meet Frankenstein, interpretado por Lon Chaney Jr.

1946 - A Mulher Lobo de Londres/She Wolf of London. Com Don Poter, June Lockhart, Sara Haden, Dennis Hoey.

1945 - A Casa do Drácula – House of Dracula, interpretado por Lon Chaney Jr.

1944 - A Casa de Frankenstein – House of Frankenstein, interpretado por Lon Chaney Jr.

1943 - Frankenstein Encontra o Lobisomen – Frankenstein Meets the Wolf Man, interpretado por Lon Chaney Jr.

1935 - O Lobisomen de Londres/The Werewolf of London. Com Henry Huyll, Warner Oland, Valerie Hobson, Spring Byington