Mostrando postagens com marcador freud. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador freud. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de junho de 2009

"Anunciação" mais um passo para "Tatúrula"




“DE ONDE EU VENHO, O PRESENTE É O PASSADO, O PASSADO É O FUTURO E O FUTURO É O PRESENTE”
Anunciação" é filme em desenho animado 2D que trará aos fãs de Zé do Caixão informações da dimenção da sua origem: "A Terceira Força". O personagem de José Mojica Marins( Zé do Caixão) sera dublado pelo próprio Mojica.

“Encontrar profissionais dispostos a encarar uma jornada árdua, que é produzir um longa independente sem orçamento, mantendo qualidade profissional não é fácil. Por isso me questionava onde encontraria profissionais da animação que topassem encarar este desafio comigo. Numa das cenas de “A História de Lia”, mais especificamente na cena do sanatório, um dos rapazes, o talentoso Vitor Signoretti, que interpretava um jovem enfermeiro seria a solução dos problemas. Vitor trabalha com desing e ilustração”

“Foi num dos intervalos das filmagens que conversando, expliquei para o Vitor Signoretti um pouco mais do projeto do curta “Anunciação”. E ele topou encarar o projeto”.

Através do Vitor conheci Alexandre Luz, diretor de animação que participou de projetos internacionais como “Brendan and the secret of Kells” (Irlanda) e “ Bieito Dubidoso” (Espanha).

“Desde o início estive extremamente empolgado com o projeto “Tatúrula” por ver a qualidade dos profissionais envolvidos em um filme que possui uma conceito muito forte e objetivos de divulgação desde já traçados, o que mostra o quanto estão motivados para fazer o longa acontecer” – confessa Vitor.

“O curta “Anunciação” trás um grande desafio para nós. Ele é um projeto muito ambicioso, principalmente se olharmos a situação da animação no Brasil, que ainda engatinha, mas isto me dá mais ânimo de mostrar o quanto somos capazes. A animação será feita com a técnica de 2D clássica, ou seja, animada em folhas, o que promove maior liberdade e precisão ao animador, e como resultado teremos uma animação fluindo melhor, com movimentos naturais. Também temos um cuidado especial na criação dos personagens, pois queremos chegar a uma estrutura estilizada e que passe um certo realismo ao se mover. Acredito intensamente no potencial desta produção e as pessoas nela envolvidas. Este projeto mostrará a qualidade que temos na cena independente e o potencial brasileiro em animação” – finaliza


Ficha técnica
Alexandre Luz – Direção de animação
Vitor Signoretti – Produtor / Assitente de Direção
Marcelo Fuhrmann – Assistente de Produção
Jef Alan – Design de Personagens
Carlos Fernando – Story Board
Fábio Scucuglia – Sonoplastia / Trilha Sonora
Guilherme Schwenck – Sonoplastia / Trilha Sonora
Rubens Mello – Roteiro e direção Geral

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Tatúrula - Sinfonia do Medo



Apresentação do projeto

O projeto “Tatúrula - Sinfonia do Medo” é um filme de longa metragem independênte escrito e que será, também, dirigido por Rubens Mello. Constituído por sete histórias independentes, elas possuem como elemento de ligação, a criatura do titulo: "Tatúrula". A realidade e a fantasia se misturam numa linguagem gótica e surreal, tendo com premissa as paranóias e os traumas humanos.







As histórias que compõem o projeto são:

A História de André
A História de Iris
A História de Lia
Anunciação
A História de Junior
A História de Lucia e Roberto
A História de Laura.


Objetivo do projeto
Segundo Freud, todo o comportamento humano é basicamente regido pela necessidade urgente de gratificação dos instintos, quer de forma direta, quer alucinatória (através de fantasias). De acordo com a primeira formulação freudiana, as atividades inconscientes (ou do ID) são completamente dominadas por este princípio: a fantasia não se distingue da realidade e, portanto, a satisfação do prazer pode ser imediata. Mas, com o desenvolvimento do ego, a pessoa torna-se consciente das exigências da realidade (Princípio de Realidade); e, quando se estabelece a instituição moral do SUPER EGO, (a pessoa passa a ter consciência de satisfações ideais).
No caso de “Tatúrula – Sinfonia do Medo”, é justamente este desequilíbrio interior que será focado, ou seja, a libertação do inconsciente indo de encontro com seus desejos sem a interferência da censura ou mediação (consciência).
O objetivo deste trabalho é o de apresentar as angústias e os desejos; os medos e as alucinações que servem como combustível que alimentam os monstros que existem em cada um de nós. Certos ou errados, monstros ou humanos, doentes ou pervertidos, as várias encarnações dos “Tatúrulas” andam entre nós.

Considerações sobre violência
Toda e qualquer forma de tentar e exigir com que um outro indivíduo/grupo faça aquilo que não lhe é de sua própria vontade e iniciativa, pode ser considerado como violência. Além disso, o agressor não considera o outro como sujeito, destinando-lhe um único lugar: o de objeto para satisfação de alguma necessidade, não considerando as próprias necessidades da vítima, utilizando-se de força física ou autoritária, psicológica, verbal e sexual. (Ricotta, 1999).
Ricotta (1999) aponta que na violência física, além dos danos físicos propriamente, podem gerar conseqüências psicológicas futuras na vítima. Já na violência emocional/psicológica, os danos estão implícitos na subjetividade do sujeito, gerando seqüelas na conduta de comportamentos sociais e consigo mesmo, relações em geral, além de manifestações somáticas. Esta é a premissa de “Tatúrula”.
Os maus tratos afetivos na infância, provavelmente são os mais graves e difíceis de se avaliar, pois o sentimento de culpa, de angústia, de depressão, de dificuldades de relacionamento afetivos e sexuais na idade adulta, poderá se manifestar em razão dos fatores decorrentes desses quadros traumáticos. O comprometimento se refere à ignorância e/ou à esquiva em lidar com tais conteúdos, quando há a repetição do abuso ou do silêncio em torno da criança. (Gabel, 1997).
Especificamente, o sofrimento da vítima do abuso sexual (que nem sempre é físico, mas pode ser também psíquico), traz efeitos “destruidores” como a vergonha pelo abuso sofrido se internalizar como uma “chaga narcísica”, dificilmente exteriorizada. (Agostini apud Gabel, 1997). Podem-se encontrar vítimas com angústias (sem aparente causa, percebida pelos outros), com dificuldades de relacionamentos afetivos e sexuais futuros, ou ainda com a concepção de que todo o ambiente é nocivo. Summit (apud Gabel, 1997) coloca que este último aspecto é uma forma de síndrome da adaptação das crianças vítimas de abusos sexuais.

Sinopse

Seis crianças têm suas vidas modificadas ao se encontrarem com seus “amigos invisíveis”. Quando adultas, seus destinos se interligam através de seus medos e paranóias, retratados de acordo com seus traumas interiores, resultando em conseqüências trágicas.