terça-feira, 21 de dezembro de 2010

"A História de Lia" no Espantomania






O filme "A História de Lia" foi selecionado para o festival Espantomania.

Para mostrar que os entusiastas e profissionais do horror não pensam somente em fugitivas donzelas semi-nuas, motosserras rompendo vísceras, zumbis, vampiros e demais criaturas de pesadelos, pretendemos lançar na primeira edição da ESPANTOMANIA a campanha “Monstros que Salvam” para angariar alimentos para creches, asilos e outras instituições de caridade da região onde a mostra for exibida. Nos intervalos da mostra ocorrerão premiações, sorteios de livros e filmes e um "Quiz Especial" sobre filmes de horror que somente os espectadores que doaram 1 kg de alimento não perecível (que não seja sal ou farinha) poderão participar mediante a apresentação de um cupom especial entregue no momento da doação.


Os prêmios distribuídos nos sorteios, premiações e no “Quiz: Especial Horror” foram todos doados por profissionais e entusiastas do gênero horror/fantástico. Se você escritor, cineasta, ilustrador ou qual seja a sua vocação quiser participar doando material para o projeto “MONSTROS QUE SALVAM” não deixe de nos contatar pelo email mostra.espantomania.sp@gmail.com. Todas as doações serão apresentadas no canto direito do site indicando a doação junto com o nome do colaborador. Você também pode participar do projeto divulgando o site, postando nossos banners e chamadas em seus blogs ou sites.

Vamos mostrar para a sociedade que os monstros estão loucos para matar... a fome!!!

Iam Godoy e R. Raven – Organizadores.

http://espantomania.webnode.com.br/monstros-que-salvam/

domingo, 5 de dezembro de 2010

"A Carne" ganha prêmios

“A Carne” vence em três categorias do Corvo de Gesso


Sex, 03 de Dezembro de 2010 15:35

Hollywood não errou por completo, já que o Corvo de Gesso é uma “espécie” de Oscar, inspirado na mais cobiçada estatueta do mundo cinematográfico, e entregue, anualmente, pela pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nos Estados Unidos.



O casal Paulo Carneiro e Neusa Zettles, de Igaratá, veio a Jacareí para assistir à entrega do prêmio e se divertiu, inclusive posando para fotos. “Pena que a gente não pode vir em todas as sessões (Projeto Cinema de 5ª). Mas acho muito bacana essa iniciativa de Jacareí estimular as produções independentes. Não faço curtas, mas adoro dar uns pitacos”, comentou Neusa.



Como participar - Para quem não conhece ainda o projeto Cinema de 5ª, mas tem curiosidade de saber como funciona, as sessões são realizadas todas as quintas-feiras, às 19h, na Sala Mario Lago (Pátio dos Trilhos), com entrada gratuita. Além de assistir às produções independentes, o espectador também pode se associar ao Cineclube de Jacareí (www.cineclubejac.blogspot.com).







Vencedores do Prêmio Corvo de Gesso de 2010:



Categoria Documentário: Microbiografia: Nina Ramos (Jacareí)



Categoria Curta de Celular: O Maníaco do Machado de Solda – Misake Kugi (Jacareí)



Categoria Minuto: A Realidade é Subjetiva – Clayton Galego (Jacareí)



Categoria Estudantil: A Moça do Cemitério – Projeto Estudantil Amância Dias (Jacareí)



Categoria Defeitos Especiais: Dom Fellini - Série: Projeto Anti-Cachecol Episódio 05 (Jacareí)



Categoria Fotografia: O Livro de Jó – Renato Rodrigues (Jacareí)



Categoria Edição: O Livro de Jó - Renato Rodrigues (Jacareí)



Categoria Roteiro: A Carne - Dimitri Kozma e Geisla Fernandes (SP)



Categoria Direção: A Carne - Dimitri Kozma e Geisla Fernandes (SP)



Categoria Ficção: A Carne – Dimitri Kozma e Geisla Fernandes (SP)



Categoria Musical: Videoclipe Manguetown – Wagner Rodrigo



Categoria Genericão: Bob, O Motivador – Los Mangues (Botucatu)



Categoria No Ar: Brincando Com Fogo – Sérgio Nogueira (Jacareí)



Categoria Animação: Faroeste Caboclo – Leonardo Amaral (Jacareí)


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A Carne (The Meat), 20 min


Drama / Suspense / Horror



A carne é nosso filho primogênito, gerado por nove meses e concebido em vinte e quatro horas ininterruptas, com todas as dores de um parto. Naturalmente, um filho segue seu caminho e desprendidamente oferecemos um pedaço de nós a vocês. A nossa carne.



Giorgio e Karina são recém-casados que optaram por tentar uma vida mais calma e com o ar fresco que só uma fazenda no interior pode proporcionar. Ele, um renomado chef de cozinha, especializado na criação e preparação de receitas à base de carne. Ela, esposa dedicada e amorosa, que tenta aceitar o trabalho do marido, mesmo sendo vegetariana. Na convivência com um antigo empregado da fazendo, o caseiro Antônio, eles aguardam a chegada de um bebê, para completar o sentido de suas vidas. A tranquilidade é interrompida para dar lugar a um jogo de mistério que expõe as diferenças dos parâmetros de discernimento da realidade, levando a resultados extremos.



Direção e Roteiro: Dimitri Kozma e Geisla Fernandes

Assistente de Direção: Rubens Mello



Com: Elaine Thrash, Dimitri Kozma, Rubens Mello, Fernando Domenico, Tatiane Leão, Geisla Fernandes, Fabiana Ferlin, Luiz Amorim

Argumento Original: Raphael Borghi

Locução: Rubens Mello

Produção Executiva: Geisla Fernandes, Raphael Borghi, Dimitri Kozma, Fernando Domenico

Assistente de Produção: Luiz Amorim, Tatiane Leão, Fabiana Ferlin

Fotografia: Yuri Seid e Raphael Borghi

Cinegrafista: Yuri Seid

Iluminação: Raphael Borghi

Maquiagem de Efeitos: Rubens Mello e Raphael Borghi

Edição: Dimitri Kozma

Trilha Sonora: Leonardo Ciotti de Oliveira

Design de capa: Luiz Amorim


 
http://www.youtube.com/watch?v=jmzxka-t728
 
http://www.youtube.com/watch?v=75QnkovOJxI&feature=related

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vencedores do 5º CineFantasy

Por Marcelo Milici– 21/09/2010
http://bocadoinferno.com/destaques/os-vencedores-5%c2%b0-cinefantasy/



Após duas semanas de entretenimento, horror e fantasia, o CineFantasy 2010 chegou ao fim! Foram mais de 150 produções, atividades paralelas, debates sobre o gênero fantástico e encontro entre fãs em três espaços diferentes, proporcionando diversão e muita cultura. Para o público, o festival foi uma ótima oportunidade de envolvimento com o cinema fantástico entre curtas e longas, que marcaram presença em eventos pelo mundo.



Foi difícil selecionar as melhores produções, mas os jurados se reuniram no último dia da programação e apresentaram seus argumentos que justificaram suas escolhas. Na competitivas de longas, André Kapel, Marcelo Carrard e Raphael Draccon destacaram na categoria Horror o filme “Christopher Roth“, de Max Sender, estrelado por Joaquim de Almeida. Quanto à competitiva de curtas, o júri, composto por Marcelo Milici, Clemente Tadeu e Liz Marins, teve a missão de selecionar entre 83 produções as melhores em 16 categorias. Assim, depois de muita discussão, apontaram como melhor curta o vampírico “Quiropterofobia“, de Fernando Mantelli, a respeito de um sequestro e um assassino que se alimenta de sangue, mas morre de medo de morcegos.



A escolha foi perfeita mas como não destacar outros filmes como o magnífico “Deus Irae“, produção argentina, que traz uma possessão demoníaca violenta, extremamente criativa e repleta de gore; a fábula de horror “Shrove Tuesday“, com uma criatura sobrenatural e uma fotografia belíssima; o claustrofóbico “Um Animal Menor“, em que um garoto cuida de seu bichinho de estimação, ou melhor, uma garota descuidada em um poço sem saída; o delirante “A História de Lia“, em sequências de horror extremo numa excelente condução de Rubens Mello.




Graças aos esforços de Eduardo Santana e Vivi Amaral, o 5° Cinefantasy foi um grande sucesso e já está deixando saudades! Quais outras produções teremos a oportunidade de conhecer no próximo ano? Faça seu curta, quem sabe ele não aparece entre os vencedores do próximo festival?



Vencedores do 5° Cinefantasy



COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS



Melhor longa de Horror

Christopher Roth de Max Sender



Melhor longa de Ficção-científica

1 de Pater Sparrow



Melhor longa de Fantasia

Strigoi de Faye Jackson



Melhor longa pelo Júri Popular

1° Strigoi de Faye Jackson

2° Dead Hooker in a Trunk de Jen and Sylvia Soska

3° Deathwaltz de Krisztián Károly Köves



Melhor Direção

Dark Souls – César Ducasse e Mathieu Peteul



Melhor Roteiro

Recortadas – Sebastián Rotztein e Sebastián De Caro



Melhor Criatura

Evil Angel



Melhor Vítima

Popatopolis – Julie K. Smith



Melhor Vilão

Christopher Roth



Melhor Maquiagem

Christopher Roth – Giannetto De Rossi



Melhor Efeito

Christopher Roth – Giovanni Corridori e Stefano Corridori



Melhor Trilha Sonora

Christopher Roth – Claude Samard Polikar



COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS



Melhor curta de Horror

Quiropterofobia de Fernando Mantelli



Melhor curta de Ficção-científica

La Revelacion de Vincent Diderot



Melhor curta de Fantasia

Coda de Marcos Camargo



Melhor curta de Animação

Os Anjos do Meio da Praça de Alê Camargo & Camila Carrossine



Melhor curta pelo Júri Popular

1° Deus Irae de Pedro Cristiani

2° Deriva de Ángel Tirado

3° Quiropterofobia de Fernando Mantelli



Prêmio Estímulo Amador

Sorria de Marcos Gonzalez



Prêmio Estímulo Estudante

Aqueles Olhos de Fabiana Sevilha



Melhor Criatura

Deus Irae



Melhor Vítima

Um Animal Menor



Melhor Vilão

Shrove Tuesday



Melhor Maquiagem

Deus Irae



Melhor Efeito

Shrove Tuesday



Melhor Roteiro

A Língua das Coisas – Alan Minas



Melhor Direção

A História de Lia – Rubens Mello



Melhor Fotografia

Ingrávidos



Melhor Trilha Sonora

Tudo Por Um Fio – Ricardo Gilly



Melhor Susto de Velhinha Fantasma

Extrema Unção

Os Vencedores do 5° Cinefantasy

Os Vencedores do 5° Cinefantasy

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Temos Medo do Terror?

Temos Medo do Terror?
Por Paulo Terron



                                                                Mangue Negro
Enquanto o mercado de filmes de horror só se desenvolve no exterior, o Brasil sofre para tentar evoluir no gênero


As redondezas do griffith park, nas colinas de Los Angeles, estavam tomadas por centenas de zumbis, vampiros e outros monstros. Reunidos em pequenos grupos, eles vagavam pelas calçadas e se esgueiravam por entre os carros diante do imponente auditório conhecido como Greek Theatre. Poderia ser uma cena de um filme de horror dirigido por George A. Romero, mas eram apenas os convidados se encaminhando para a cerimônia de premiação da quarta edição do Scream Awards, dedicada ao universo do terror (exibida por aqui pelo canal pago TNT).


                                                                        Crepúsculo


Um evento desse porte serve como uma metáfora para o potencial da indústria dos filmes de terror nos Estados Unidos. É claro, o Scream Awards também aborda outros gêneros, como a ficção científica e a fantasia ("Se alguém te atacar com uma faca, então é terror", explicou o ator Elijah Wood, um dos convidados da noite). Mas mesmo assim é o sangue que realmente brilha na cerimônia - em especial com o momento agitado do mercado local: são remakes de sucesso (O Massacre da Serra Elétrica, Halloween e Sexta-Feira 13 puxaram o carro, com o novo A Hora do Pesadelo e dezenas - sem exagero, dezenas - de outras versões chegando às telas em 2010), o fenômeno adolescente Crepúsculo arrancando suspiros e uma renovação do estilo na TV, com a série True Blood. É até difícil estimar quanto esse mercado movimenta em solo norte-americano, mas o sucesso do longa-metragem independente Atividade Paranormal - produzido por pouco mais de US$ 15 mil e que rendeu mais de US$ 104 milhões só em bilheteria - serve como um termômetro interessante.


                                                           Encarnação do Demônio
A terra de Obama não é a única com esse tipo de produção em nível industrial. A França também vive uma explosão atual de filmes ultraviolentos, como À l'intérieur (2007), Martyrs (2008) e A Fronteira (2007). Na América Latina, Argentina e Chile já conseguem manter uma produção razoavelmente estável. Japão, Hong Kong e Tailândia despontaram, nos últimos dez anos, como exportadores de longas de terror (que não raramente são refilmados no ocidente, a exemplo de O Chamado e O Grito). Apesar da universalidade do tema, a origem do medo muda de região para região. "Não sei quanto ao resto, mas na Ásia se acredita muito em Carma, no mérito da bondade e no pecado", explica o diretor tailandês Banjong Pisanthanakun, de Espíritos - A Morte Está ao Seu Lado (de 2004, que deu origem ao insosso remake Imagens do Além, de 2008). "E também acreditamos em fantasmas. Todo mundo por aqui conhece histórias de gente que viu fantasmas ou espíritos, então gostamos de coisas assim. Talvez seja esse o motivo do sucesso do terror por aqui", ele completa.

                                                                  True Blood

Enquanto isso, o terror brasileiro se encontra em um limbo duradouro e sem fim aparente. A produção independente até tenta, mas o último filme desse gênero a estrear em grande escala foi Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, lançado em 2008. O trabalho, que fecha a trilogia de Zé do Caixão (completada por À Meia Noite Levarei a Sua Alma, de 1964, e Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver, de 1967), custou cerca de R$ 2 milhões, mas só arrecadou R$ 180 mil de bilheteria, sendo visto por 25.360 pessoas em um período de 20 semanas. Para Dennison Ramalho, corroteirista e diretor-assistente, alguns fatores podem explicar o desempenho frustrante da volta de Mojica a seu personagem mais famoso. "O primeiro é que, diferente da televisão - que a plateia conhece muito bem - o cinema de gênero brasileiro não tem tradição. Encarnação foi o primeiro filme de terror em 26 anos", ele lembra. "As pessoas vão ao cinema com um pé atrás, e a entrada é cara! A falta de tradição cria uma barreira com o espectador."



Para Ramalho, a segunda razão estaria no próprio Mojica: "Ele foi um autor que difundiu com muita força o personagem, e a figura se desgastou muito na TV, em uma época de extremo desrespeito à figura dele. Então, as pessoas colocaram na cabeça que um filme do Zé do Caixão é necessariamente uma coisa simplória, com aquele cara caipira que fala errado. E a maior parte das pessoas desconhece o passado dele, a arte e a influência dele no terror mundial." Há alguns meses, Encarnação do Demônio foi lançado no formato blu-ray na Inglaterra, com o título Embodiment of Evil e direito a boa divulgação ("Me disseram que havia pôsteres do filme em todas as estações de metrô de Londres", conta Ramalho) e recepção calorosa por parte da imprensa: o jornal The Guardian fez restrições à violência explícita e à atuação dos envolvidos, mas destacou "certa qualidade hipnótica" que relacionaria o trabalho à obra de Luis Buñuel e Alejandro Jodorowsky.



Por outro caminho, o capixaba Rodrigo Aragão viabilizou Mangue Negro, longa estrelado por zumbis que deve sair em breve direto no formato DVD. O filme custou R$ 60 mil e só saiu do papel depois que o diretor (e também roteirista) desistiu de captar recursos usando a fórmula tradicional. "Tentei fazer de todas as formas possíveis, mas as pessoas me davam canos", conta. "Todo mundo queria montar projetos para encaixar em leis, mas nunca dava certo." Aragão decidiu então partir para o improviso em um esquema "mão na massa", construindo um barraco no fundo de sua casa e iniciando a produção por conta própria: "Passei sete meses fazendo isso". Amigos ajudaram em uma espécie de mutirão do horror, sem receber pagamento. Dez minutos de filme foram produzidos, o que gerou interesse em um empresário que decidiu bancar a ideia. Mangue Negro rodou festivais de cinema no Reino Unido, no Chile e na Argentina, mas acabou não conseguindo distribuição nacional por meio de empresas grandes. "É triste", o empreendedor lamenta. "Passamos um ano atrás das distribuidoras tradicionais e fomos solenemente ignorados." O DVD será lançado via DarkSide, um selo especializado em terror e fantasia. Ainda assim, Aragão defende a produção alternativa nacional - que anda investindo na temática zumbi, em filmes que vão do trash Capital dos Mortos ao ousado (e ainda inédito) Porto dos Mortos. "Todos esses filmes são independentes, com recursos de fora das leis de incentivo. É uma fatia do cinema que tenta se segurar pelas próprias pernas, não tem muletas do governo", diz.



Mas, se o terror de orçamento alto não funciona e o de baixo também não, qual é a chance desse gênero crescer no Brasil? "É um projeto de médio prazo, mas passa pela televisão", opina Dennison Ramalho. "O terror nacional vai renascer pela TV. Vai ser quando alguém fizer o True Blood brasileiro, a série do Maníaco do Parque... Não vejo outra maneira de isso acontecer. Foi assim no Chile e na Argentina." No país de Maradona, a isca televisiva foi a série Epitáfios, produzida pela divisão latino-americana da HBO (e exibida também na Europa e nos Estados Unidos). Apesar de pender mais para o suspense, o programa instigou a produção de um cinema de gênero local - algo que ainda falta ao Brasil. "Não existe filme policial no Brasil, nem de suspense", diz Ramalho. "De uns anos pra cá, temos um cinema que é fundado em financiamento público. Essa era abriu espaço para um cinema intelectualizado, que eu acho legal, mas que é de justificativa: ele precisa passear pela história ou pelos problemas do país. Deixamos de fazer filme de mulher pelada para fazer filme de favela." Já o diretor de Mangue Negro aponta outro detalhe, além da histórica falta de tradição nos filmes de gênero. "O cinema brasileiro passou muito tempo fazendo coisa ruim", alega Aragão. "O terror brasileiro é novidade. A Boca Lixo [movimento de cinema marginal surgido em São Paulo no fim dos anos 60] até fez algumas coisas que ninguém conhece, mas disfarçado de pornô. Eram filmes mais de sexo - o terror era brinde. Então as pessoas não têm referências. E isso também é legal. Quando as pessoas veem meu filme, elas são surpreendidas."



Voltando à necessidade de transição que começaria pela telinha, Ramalho aponta o comportamento do brasileiro médio como justificativa para esse processo. "O público de audiovisual brasileiro, aquele que sustenta o cinema que tem 'vingado', o da Globo Filmes, não tem preferência por um gênero. O brasileiro que assiste a televisão e vai ver Se Eu Fosse Você no cinema tem uma acomodação que vem da sua convivência com a TV, com as caras que ele conhece. O brasileiro é muito fiel a marcas, times." Aqui se abre um espaço para mais uma questão: se o hábito do brasileiro ainda é algo tão poderoso e influente na hora de decidir até o que assistir no cinema, será que a religiosidade ainda é capaz de influenciar no possível desenvolvimento de um mercado de terror? A resposta é sim, mas curiosamente a religião pode tanto ajudar quanto prejudicar o florescimento dessa indústria. Na Tailândia, por exemplo, a crença religiosa foi a faísca que fez o estilo crescer. "É uma crença que cresce em nossas mentes, geração após geração", explica o tailandês Pisanthanakun. "A maior parte do povo tailandês acredita em espiritualidade." Por aqui, porém, o peso da religião é outro - e cada vez menos relevante. "A gente sabe que o Brasil ainda é um país de formação católica, apesar de estar em mudança constante de preferências religiosas", lembra Ramalho. "O terror - e o hábito de assistir a esses filmes - nunca foi bem visto por ministros evangélicos e padres católicos. Não é algo muito recomendado. Mas acho que não é mais uma grande barreira hoje. Nos tempos do Mojica, associado à ditadura, isso pegava mais."



Atualmente, o terror brasileiro é uma ampla estrada de terra, abandonada e sinistra. Resta saber quem serão os responsáveis pela pavimentação, transformando-a em um caminho transitável e convidativo para o público. Dennison Ramalho e Rodrigo Aragão, pelo menos, já estão com as mãos nas ferramentas: o primeiro lança, em 2010, o curta-metragem Ninjas (uma história policial sobrenatural). Já o segundo pretende filmar Noite do Chupa-Cabras ainda no ano que vem.



http://www.rollingstone.com.br/edicoes/39/textos/4101/

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

No Cativeiro




Curta produzido pela Making Of Studius


Vídeo encontrado na Usina de Reciclagem de Lixo na zona Norte de Guarulhos. Se você conhece alguma das pessoas mostradas aqui, entre em contato com o Dpto. de Homicídios e Pessoas Desaparecidas.



Curta-Metragem: "NO CATIVEIRO"
Direção: Renato Santos
Roteiro: João Santos
Edição: Renato Santos
Elenco: Fernanda Labatti, Klara Martins, Falcon Mantovani, Renato Santos, Emerson Cardoso, Elton Prado e Rubens Mello como a criatura.
Produção: Março/2010
Duração: 10'03''

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Programa VIVA O CINEMA NACIONAL – ZÉ DO CAIXÂO

O Cine theatro Atilio Garret da Casa dos cordeis, no ciclo de homenagens aos grandes nomes do cinema nacional, estará exibindo o filme “A meia-noite levarei sua alma” de José Mojica Marins. Este filme eternizou o nome “Zé do caixão”. Após a exibição, haverá debate sobre a vida e obra do Grande cineasta brasileiro coordenado pelo Cineasta Guarulhense Rubens Mello. Sabado,18 de dezembro  às 19:30h. A Casa dos cordéis fica na Av. Torres Tibagy, 90 – Gopouva – Guarulhos (próximo ao SAAE). A entrada é franca. Mais informações no tel: 2408.5571 das 13:00hs äs 19:00hs, ou no site http://www.boscomaciel.com.br/

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Prague: Canon 1DMKIV from Philip Bloom on Vimeo.

Não servimos Zumbis



















No dia 21 /10 uma quinta feira, fui chamado para fazer a caracterização do zumbi do filme "Não Servimos Zumbis" produzido pelos alunos da Academia Internacional de Cinema.



















Trata-se de uma comédia de humor negro, com forte critica social.






















Foi um trabalho bastante agradavel.



















Direção: Antonio Matos


Produção: Eugênio Saboya/Thiago Gutier/Vanessa Francisco

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

E-mail da protagonista de "A História de Lia"



Na foto, Karina Bez Batti e Bianca Marcella, as duas protagonistas da personagem "Lia"

Recebi este e-mail da atriz Karina Bez Batti que protagonizou a personagem Lia em meu curta. Fiquei bastante emocionado. As vezes para realizarmos um sonho temos que nos quebrar em vários pedaços, mas depois de colados, estamos inteiros novamente e as marcas que ficam são as lembranças que vão pra sempre nos acompanhar.

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Meu querido amigo Rubens.

Não sei nem por onde começar a escrever.... as palavras não irão representar o que tá aqui.
Mas posso tentar... dizendo que é uma Honra colossal ter filmado contigo e participado do projeto Tatúrula.
Digo, honra em todos os sentidos.
Pq sei, todos que estivemos nele, toda nossa Equipe; se entregou de corpo e alma.
E alí, no filme... está cada milímetro da beleza, dedicação e talento, estampado e registrado para sempre.

Não contive a emoção, me arrepiei mesmo e as lágrimas desceram... ao assistir o cd com A História de Lia.

Lembro-me de nós dois caminhando em plena Av. Paulista, conversando sobre a vontade de filmar um curta naquela atmosfera... e me falastes da Lia pela 1ª vez.
Foi um amor à primeira vista tão forte, que dentro de alguns meses estaria tomando forma real.
Junto da vontade nossa e de Toda Equipe que abraçou com total Dedicação e Amor o projeto.
E agora o curta já existe!
Abre continuidade para os próximos do Tatúrula, que certamente terão o mesmo sucesso.
Pq tudo que tu tocas, tocas com teu coração e tua arte única.

Fico emocionada cada vez que revejo o filme... pois a textura está exatamente da forma que desejastes, os detalhes, as formas...
Lembro de todos nós recebendo as instruções da Mari Moi na casa, nos fins de semana, da nossa emoção aprendendo com ela... lembro que ela até queimou o cabelo de tanta entrega.
Lembro de tudo... sempre.
Da entrega de todos, dos meninos filmando... se empenhando tanto.
Do nosso almoço... da gente fazendo as coisas... de nossas risadas.
Parece um sonho em carne viva ver o filme pronto...!

E me preenche a alma teres ganho o Prêmio de Melhor Direção.
Tu mereces demais... tua arte transborda nos poros da tela através de tua lente, teu comando e direção.

Enfim.. não vou me estender mais.
Só quero agradecer por teres me dado a Lia de presente e a chance de ter vivido esse sonho contigo e com todos do Tatúrula.

Sei que é meio brega falar isso, mas vocês moram no meu coração!
E os amo.

Abração da amiga e fã.

Karina.

sábado, 23 de outubro de 2010

O Golem na íntegra com trilha do líder do Pixies

O longa do Expressionismo Alemão ganhou trilha pelo músico em 2008, como parte de uma exibição comemorativa no San Francisco International Film Festival. Agora, será vendido, com exclusividade no site do músico, em parceria com a Amazon, em edição contendo CD e DVD.

O filme conta a história da perseguição dos judeus em Praga, quando o rabino local, pressentindo o pior, constrói um Golem de barro para proteger seu povo. Assista ao filme na íntegra, com a música de Francis:

O lançamento já havia sido disponibilizado em edição limitada de 500 edições, mas agora chega acessível a todos os mortais.


The Golem - Black Francis from Black Francis on Vimeo.

A História de Lia NA MOSTRA SESI DE CINEMA



"A História de Lia" curta que recebeu prêmio de melhor direção no "5º CineFantasy" será exibido dia 28/10 na I Mostra Sesi de Cinema - Prêmio SESI de Curta Metragem em Uberaba, MG.

O festival começa dia 27 e vai até 31 de outubro, com uma programação especial de filmes, mostra paralela (estamos participando da Mostra Paralela Cine Fantástico), oficinas e noite de premiações.


18h Mostra Paralela Cine Fantástico (Terror e Ficção)

Local: Cine Cultura UFTM (Shopping Urbano Salomão / 3o piso) Entrada permitida somente até 20h

Classificação 14 anos

Entrada Gratuita




Gato – Joel Caetano / 24min

A Carne – Rubens Mello / 19min

Minha Esposa é um Zumbi – Joel Caetano / 23min

Mechanics – Gurcius Gewdner / 2min

A História de Lia – Rubens Mello / 14min

A Minute Ago – Gurcius Gewdner / 3min

Naftalina – Aldo Pedrosa e Ricardo Tilim / 23min

Panda – Gurcius Gewdner / 9min

Mangu Negro – Rodrigo Aragão / 105min